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LANÇAMENTO LIVRO “REF. PSIQUIÁTRICA, TEMPOS SOMBRIOS E RESISTÊNCIA”

Este livro se destina a todos que atuam nos campos das políticas sociais, sobretudo nas lutas e serviços de saúde pública e de saúde mental.
publicado: 05/11/2019 15h02, última modificação: 05/11/2019 15h02

Este livro se destina a todos que atuam nos campos das políticas sociais, sobretudo nas lutas e serviços de saúde pública e de saúde mental. Assim, estão convidados os estudantes universitários, profissionais, trabalhadores, e os usuários e familiares destas políticas e serviços. Tem um formato sintético e uma linguagem simples, mas sem prejuízo do rigor teórico e conceitual, para ser acessível mesmo a leitores iniciantes destas áreas.

Hoje, o Brasil é considerado um exemplo bem sucedido de conquista de uma política de saúde pública e de reforma psiquiátrica, entre os países de dimensões continentais. Entretanto, quais são as perspectivas de continuidade destes avanços, quando vislumbramos a atual crise política, ética, econômica e social a partir de 2013, e que agora, em 2015-16, se agudiza tão radicalmente? Ela tem um pano de fundo na recessão mundial e na crise das políticas sociais, tendo em vista os programas de ajuste neoliberais, somados a guerras, fundamentalismos, crise ambiental e de fluxos migratórios, em uma escala vista apenas nos períodos mais dramáticos da história humana.

Este é o tema deste livro: convidar todos aqueles comprometidos com a construção diária do SUS, dos novos serviços de atenção psicossocial na comunidade, e particularmente os ativistas antimanicomiais, a conhecer e analisar esta realidade mais ampla, e como ela repercute na política e no cotidiano da saúde e saúde mental. Para isso, propõe dialogar com uma tradição teórica cara para o serviço social brasileiro, mas pouco usual no campo da saúde mental e da luta antimanicomial: o marxismo. Contudo, o faz a partir de uma versão mais complexa e aberta, capaz inclusive de conversas pluralistas e interdisciplinares com outras teorias críticas e com nossos temas mais sensíveis da subjetividade. Assim, a partir de leituras pouco conhecidas sobre a história da psiquiatria e das reformas psiquiátricas, bem como da dinâmica sócio-histórica das políticas sociais, o leitor e os nossos coletivos poderão vislumbrar parâmetros para analisar a conjuntura política nacional, regional e local, e suas repercussões na política e nos serviços de saúde mental. E principalmente, para pensar estratégias políticas de ação e lutas mais realistas para nossos movimentos sociais e para nossos principais atores do campo, os usuários e seus familiares, os trabalhadores e gestores.

Se por um lado se vislumbra um período de ‘vacas magras’, a mensagem de fundo não é apenas denuncista, ou de desânimo. Pelo contrário, ela nos permite perceber que a realidade é dinâmica, que ‘não está tudo dominado’, que é possível ir decifrando os ‘sinais dos tempos’, e identificar tanto as possibilidades de grandes mobilizações indignadas, mas às vezes a necessidade de recuos temporários, e particularmente, as brechas menos visíveis para resistência e pequenos avanços. E sobretudo, o livro nos convida a manter acesa a chama ética e política profunda de nossos ideais antimanicomiais, durante as ventanias e noites escuras de nossa história presente.