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Coral Universitário Gazzi de Sá e Grupo Iakekan apresentam canções latino-americanas

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Sessão de cinema“Noche Criolla” esse é o tema do concerto que o Coral Universitário da Paraíba sob a regência do maestro Eduardo Nóbrega, e o Grupo Iakekan, coordenado pela professora Alice Lumi (ambos do Departamento de Educação Musical da Universidade Federal da Paraíba - UFPB), vão apresentar nesta sexta-feira (26) e sábado (27), a partir da 20h, na Igreja São Francisco, Centro de João Pessoa, com entrada franca.

De acordo com o maestro Eduardo Nóbrega, a ideia surgiu no início do ano quando sentiu a necessidade de apresentar um trabalho que o coral ainda não tinha realizado. “Somos um coral cênico e popular, mas há muito tempo queria fazer um concerto com coro e um grupo Câmara, então convidei alguns professores dos Departamentos de Música e Educação Musical da UFPB para nos acompanhar nesse trabalho, e daí nasceu o tema”, disse Eduardo que a partir dessa ideia convidou o Grupo Iakekan para abrir a noite, já que a maioria dos músicos se apresentam com o coral.

O Iakekan abre os trabalhos mostrando um repertório embasado em músicas da cultura latino-americana, incluindo Nueva Canción chilena e argentina. Segundo a professora Alice Lumi, Iakekan é uma palavra indígena que significa “o som do céu”. Trata-se de um nome muito apropriado para descrever o grupo musical formado por professores e alunos das diversas graduações em Música e da Pós-graduação em Etnomusicologia (UFPB). “O grupo começou comigo e o professor aposentado de educação musical da UFPB, Fernando Farias, além de alguns alunos. E ao longo do tempo, todos se entusiasmaram com a proposta, e o que seria uma única apresentação acabou que se transformando em uma atividade permanente”, disse Alice.

Na segunda parte entra o Coral Gazzi de Sá apresentando ‘Misa Criolla’ de Ariel Ramírez, com comentários do Cônego Marcelo Arruda da Silveira e solos dos professores convidados, Eduardo Nóbrega Filho (UNIPÊ) e Lucas Boujikian (UFPB). A ‘Misa’ consiste em cinco partes litúrgicas: Kyrie: Baguala-Vidala (Tucumán); Gloria: Carnavalito (Andes); Credo: Chacarera trunca (Santiago del Estero); Sanctus: Carnaval cochabambino (Cochabamba); Agnus Dei: Estilo Pampeano (La Pampa). A Misa Criolla, junto com Navidad Nuestra, é considerada a mais famosa composição de Ramírez e também devido a sua popularidade - que ultrapassa as fronteiras da América do Sul, a mais importante obra argentina de música sacra. Ela serve como exemplo da inculturação do cristianismo na América do Sul.

A OBRA: Ariel compôs essa obra religiosa entre 1963 e 1964, mas a inspiração surgiu na década de 50, quando vivia em um convento de Würzburg e ainda era um músico desconhecido. Lá ele conheceu duas irmãs freiras, que lhe contaram que, durante o período nazista, apenas alguns anos antes, uma bela mansão em frente ao convento tinha sido um campo de concentração e que todas as noites elas levavam comida para os prisioneiros, mesmo que eles já estivessem sentenciados à morte. E em 1954, quando retornava em um navio de Liverpool para Buenos Aires, decidiu que um dia iria compor uma obra musical em homenagem a essas duas freiras alemãs. Nos anos 60, Ramírez conta sua ideia para um amigo de infância, o Padre Antonio Osvaldo Catena, presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano na época, que já tinha a intenção de compor uma missa com ritmos e formas musicais dessa terra.

O CORAL: ligado à Pró-Reitora de Extensão e Assuntos Comunitários (PRAC) e subordinado à Coordenação de Extensão Cultural (COEX), o coral é um projeto de extensão artístico-cultural mais antigo da UFPB, criado em 1963, e tem como objetivo abrir espaço para os alunos, servidores, professores e comunidade, dando oportunidade de navegar pelo universo da música, utilizando o coro como um processo de socialização e humanização. O Gazzi de Sá é um coro reconhecido em todo Brasil pela qualidade do trabalho apresentado. Atualmente tem a regência e direção artística do maestro e professor do Departamento de Educação Musical do Centro de Comunicação, Turismo e Artes (CCTA), Eduardo Nóbrega; direção cênica da professora, Eleonora Montenegro; coordenação musical do compositor e arranjador, maestro Tom K; preparadora Vocal, professora Giovanna Maropo e correpetição de Leonam Braga.