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PROJETOS DO PARQUE DO RIO SANHAUÁ E DE REVITALIZAÇÃO DA LAGOA SÓLON DE LUCENA SÃO APRESENTADOS À COMUNIDADE ACADÊMICA

publicado: 28/01/2016 12h44, última modificação: 29/01/2016 13h12

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O portal do Brasil
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Marcos Santana apresentando os projetos.

 

Por Kamila Katrine/COEX

Na tarde do dia 22 de maio, professores e estudantes de arquitetura da Universidade Federal da Paraíba puderam conhecer os projetos do Parque do rio Sanhauá e de revitalização da Lagoa Sólon de Lucena. A apresentação, a convite do curso de Pós Graduação em Arquitetura e Urbanismo da UFPB, foi conduzida pelo arquiteto responsável, Marcos Santana. O objetivo do encontro foi debater as principais decisões projetuais e os procedimentos técnicos utilizados na elaboração dos projetos e de que forma estes serão realizados.

Desde o ano passado, muito se discute a respeito desses dois projetos de grande importância para a cidade de João Pessoa. Dos motivos que geram tais discussões, podemos listar: a maneira que essas obras serão realizadas sem que se prejudique o dia a dia da população, por estarem locadas em áreas de muita circulação; se a revitalização desses locais é realmente necessária; e, por último, o que será feito dos atuais ocupantes.

Após a apresentação, estudantes e professores fizeram questionamentos  a respeito dos prejuízos que estas obras trarão a inúmeras pessoas, visto que neles é prevista a retirada dos bares da Lagoa, com exceção feita do Cassino (por se tratar de uma edificação tombada), além da remoção de todos os habitantes das comunidades ribeirinhas do rio Sanhauá, a exemplo dos moradores da Vila Nassau, Porto do Capim e Frei Vital.

 

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A coordenadora do projeto “Abrace o Porto do Capim” , Elizabetta Romano em entrevista a PRAC/COEX.

Em resposta a tais questionamentos, o arquiteto responsável Marcos Santana, a engenheira Ana Cláudia de Abreu e demais representantes da Secretaria de Planejamento (SEPLAN) mencionaram estarem presentes para tratar apenas de questões técnicas relacionadas aos projetos e, que assuntos como esses deveriam ser tratados diretamente com o secretário Zeneddy Bezerra. Foi então dada a palavra à professora Elisabetta Romano que leu para os representantes da Secretaria de Planejamento e estudantes presentes, o manifesto “Porto do Capim em Ação”, que verte sobre a importância de se preservar os bens culturais que ali existem, bem como, a disponibilidade em trabalhar em conjunto com a Prefeitura de João Pessoa, visando “a construção de uma proposta compartilhada e respeitadora dos direitos humanos dessa comunidade”.

Esta preocupação, também manifestada por alguns professores e estudantes presentes, é decorrência do fato do Ecoparque do rio Sanhauá não ter sido apresentado por completo, tendo sido omitida justamente a área que se refere ao Porto do Capim e que, se sabe, atingirá em cheio tal comunidade.
Em entrevista, a professora Elisabetta Romano comentou sobre como foi importante ter havido a apresentação de tais projetos: “Estávamos esperando esse momento há muitos anos, porque o nosso envolvimento no Porto não é de agora, mas vem se somando a outras ações. Essa abertura de diálogo a meu ver é paradigmática, no sentido de que ela pode se tornar exemplo para outras situações de conflito”.

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Conceição Paulino da equipe executora do PROEXT Porto do Capim em Ação em entrevista à PRAC/COEX

A historiadora e mestre em Arquitetura e Urbanismo Conceição Paulino, comentou: “Penso que a PMJP não deveria considerar seus projetos como fechados. Cada vez mais vejo que é preciso se conhecer os projetos dos professores e estudantes da UFPB, pois além de serem mais voltados para o social, apresentam soluções interessantes que poderiam ser incorporadas”.

A professora Elisabetta entregou ainda um convite feito pelo Pró-Reitor da PRAC, Orlando Villar e endereçado ao Prefeito e Secretários de João Pessoa para que eles possam se fazer presentes numa mesa redonda no dia 15 de junho no auditório da UFPB Virtual. Nessa ocasião será apresentado o andamento das pesquisas de extensão que vem sendo realizadas nos últimos cinco anos na área do Porto do Capim e comunidades adjacentes.