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Saúde animal na Extensão

Projeto do CCA/UFPB atende cães e gatos com obesidade
publicado: 11/12/2020 15h13, última modificação: 11/12/2020 15h44

Projeto do Campus II da UFPB atende cães e gatos com obesidade

Animais de estimação podem sofrer com problemas de saúde quando estão acima do peso ideal. Segundo a professora e coordenadora do projeto Obesidade PET, Bruna Agy Loureiro, docente do Departamento de Zootecnia da UFPB, o real problema está na não identificação da obesidade como uma doença que pode atrair outras patologias, como a diabetes, problemas articulares, respiratórios e do trato urinário. A professora acredita que a obesidade não passa despercebida, mas os tutores demoram para enxergar os sinais de que algo está errado.

“Existem estudos que mostram que os tutores de cães e gatos têm dificuldade de identificar a obesidade em seus animais. Eles acham que os animais estão bem, mesmo estando acima do peso e ainda acham eles ‘fofinhos’ assim”, disse Bruna Agy Loureiro. Contudo, o acúmulo excessivo de gordura corporal pode causar doenças e tirar a qualidade de vida dos animais. 

A forma que a professora encontrou para sensibilizar os tutores sobre a necessidade de monitorar o estado nutricional de cães e gatos foi criar um projeto de extensão, que funciona no Hospital Veterinário da UFPB, em Areia. A ação tem como principal objetivo promover a perda de peso, melhorias de saúde e de qualidade de vida.  Além de benefícios para os pets, a ação auxilia na formação de alunos dos cursos de Zootecnia e Medicina Veterinária.

Atendimento dos animais

Ao chegar no projeto, a maioria dos animais é pouco ativa, passa a maior parte do tempo dormindo e alguns não conseguem se esticar para fazer sua higiene corporal. Em casos mais graves, gatos apresentam pêlo áspero e opaco. Já os cães, apresentam dificuldade respiratória, sentem dores articulares e evitam permanecer em pé, incluindo não levantar-se para urinar. Projeto Obesidade Pet - Gato atendido pelo projeto sendo pesado_Imagem cedida pela equipe

Para identificar o estado nutricional de cada cão e gato que participa do projeto, a equipe combina  avaliação visual e coleta de medidas com a utilização de tabelas para mensurar a condição corporal. Em seguida, é criado um plano para a rotina e o ambiente do animal que envolve adequação de quantidade de alimentos, atividades físicas e sensibilização do tutor. O projeto realiza ainda acompanhamento quinzenal ou mensal, conforme a necessidade em cada caso, para saber se os responsáveis estão conseguindo colocar o plano em prática e se o animal está apresentando resultados saudáveis.

O estudante de Medicina Veterinária e extensionista do projeto, Luís Fernando Capim, realiza na ação o atendimento de novos pacientes e acompanha os retornos dos que já estão passando pelo tratamento. Além disso, ele é responsável pela criação de conteúdo para as redes sociais da ação e produz artigos relacionados ao tema.

Luís conta que um caso que o marcou foi o de um cão labrador pesando 54kg e que apresentava dificuldade para respirar, se locomoção e até mesmo para sentar ou levantar. Em nove meses, o cão perdeu 15kg e continua em acompanhamento no projeto. “O sucesso desse paciente me marcou, apesar de não ter conseguido acompanhar tão de perto, mas o caso deixou o aprendizado de que quando o tratamento é prescrito e realizado de forma adequada, há sempre êxito. Apesar de parecer pouco, para o animal, a perda de peso fez uma diferença enorme e melhorou muito a sua qualidade de vida.”

Segundo o estudante, os 10 meses que passou no projeto foram momentos de muito conhecimento sobre nutrição de cães e gatos e na construção do profissional que ele pretende ser, possibilitando a oportunidade de aprender a lidar com diversas situações e pessoas ao entrar em contato com os tutores e animais.

Projeto Obesidade Pet - equipe em atendimento_Imagem cedida pela equipe“Essa experiência não só contribui para o meu crescimento profissional e acadêmico, mas também pessoal, no saber lidar com o outro e saber que o meu paciente é o amor da vida de alguém”, relata o estudante.

A porta de entrada para o atendimento é o Hospital Veterinário, onde é feita uma avaliação clínica para identificar outros problemas de saúde que devem ser levados em consideração durante o atendimento. Os tutores também passam por uma entrevista com os integrantes da equipe para acertar os termos do projeto e receber as orientações que devem seguir durante o programa de perda de peso.

Durante a pandemia, a extensão teve as atividades presenciais suspensas, sendo normalizado apenas quando as atividades do Hospital Veterinário retornarem. Apesar disso, os pacientes atendidos continuaram recebendo suporte online e a equipe realizou encontrou semanais e virtuais para discutir materiais relacionados à obesidade de cães e gatos para se manterem atualizados durante esse período.

►Instagram do projeto

Reportagem de Grace Vasconcelos (Bolsista PROEX 2020), editada por Comunicação PROEX.