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“A TERRA É A MÃE, É O PAI, É TUDO! TUDO COMEÇA PELA TERRA”: A TERRITORIALIDADE ÉTNICA DA COMUNIDADE IPIRANGA – PB

por Mayra Porto de Almeida última modificação 28/11/2016 13h15
Apresentado no 2º Colóquio Nacional de Estudos Agrários e Culturais - Cinestar. Resumo: Este artigo tem por objetivo analisar a construção da territorialidade étnica da comunidade quilombola Ipiranga. Buscamos demonstrar a relação entre a promulgação da Lei de Terras de 1850 e a gradativa perda do território de uso tradicional ocupado secularmente pela comunidade. Além disso, enfatizamos o processo luta e resistência vivenciados pelos habitantes para não serem alijados de seu território tradicional. Como desdobramento desse processo de luta, discutimos o significado do autorreconhecimento enquanto quilombolas e a importância dos elementos culturais, como o coco de roda Novo Quilombo, na construção da identidade étnica. Por fim, chamamos a atenção para a morosidade dos processos administrativos de regularização fundiária no país e a importância das titulações para as comunidades.