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Apresentação

por mateus publicado 29/07/2016 11h50, última modificação 22/11/2016 15h45

Sobre o curso

O contexto histórico do desenvolvimento da humanidade tem sido marcado, dentre vários outros importantes aspectos, pelo contínuo crescimento populacional, crescente demanda por alimentos - em quantidade, qualidade e acessibilidade -, no mundo todo, desenvolvimento socioeconômico dos países, suas regiões e comunidades e constantes inovações tecnológicas das áreas de pesquisa, desenvolvimento, produção, comercialização e armazenamento de alimentos. Em razão disso, a indústria de alimentos, no Brasil e no exterior, tem-se expandido constantemente e se especializado em tal nível, que a existência de um(a) profissional da área, melhor qualificado(a) tecnicamente e mais consciente socialmente, torna-se uma exigência às instituições educacionais de nível técnico, profissionalizante ou superior, sejam elas públicas ou privadas. Nesse contexto, a Engenharia de Alimentos é a responsável pela formação, em nível superior, do(a) profissional da área tecnológica capaz de desempenhar as atividades de ciência, tecnologia e engenharia, aplicadas no âmbito da pesquisa, desenvolvimento, produção, comercialização e armazenamento de alimentos no País e, cada vez mais, no exterior

O Curso de Graduação em Engenharia de Alimentos da UFPB, vinculado ao Centro de Tecnologia (CT) e com a maior parte de seus componentes curriculares ofertada pelo Departamento de Engenharia de Alimentos (DEA), tem duração mínima de quatro anos e meio e máxima de nove anos. Para tornar-se engenheiro(a) de alimentos, o(a) estudante deve ter ou adquirir afinidade com química, física, matemática e biologia.

Histórico do curso

O Curso de Graduação em Engenharia de Alimentos, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), é um dos cursos oferecidos pelo Departamento de Engenharia de Alimentos (DEA), vinculado ao Centro de Tecnologia (CT) - Campus I, com apoio de outros Departamentos do CT e de outros Centros de Ensino da Universidade. Foi criado pela Resolução nº. 21, de 24 de março de 1977, do Conselho Universitário da UFPB (CONSUNI), regulamentado, originalmente, pela Resolução nº. 29/77, de 17 de maio de 1977, do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFPB (CONSEPE), e reconhecido pela Portaria Ministerial nº. 1.199, de 30 de novembro de 1979.

A estrutura curricular original, após ter sofrido várias modificações ao longo dos anos para adequar-se a resoluções do Conselho Nacional de Educação e do próprio CONSEPE da UFPB, bem como a portarias da Pró-reitoria de Graduação (PRG) da UFPB, foi substituída pelo Projeto Político-pedagógico aprovado por meio da Resolução nº. 44/2009, de 30 de abril de 2009, do CONSEPE, com vigência a partir de 22 de julho de 2009.

Atualmente, a carga horária do curso totaliza 3.960 (três mil, novecentos e sessenta) horas-aula, equivalente a 264 (duzentos e sessenta e quatro) créditos, e tem duração mínima e máxima de nove e 18 (dezoito) períodos letivos, respectivamente. O sistema de créditos adotado é tal que cada crédito equivale a 15 (quinze) horas-aula. A forma de ingresso é por meio de processo seletivo (vestibular realizado pela COPERVE), que oferta, anualmente, 30 (trinta) vagas para ingresso no primeiro semestre e 30 (trinta) vagas para o segundo semestre letivo, no turno diurno.

O Curso de Graduação em Engenharia de Alimentos da UFPB é constituído de componentes curriculares (disciplinas) denominados básicos e profissionalizantes. Os componentes básicos foram criados para atender a Resolução CNE/CES nº. 11, de 11 de março de 2002, da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, que institui as diretrizes curriculares nacionais dos cursos de graduação em Engenharia no País. Os componentes curriculares profissionalizantes são distribuídos em três áreas bem definidas: Ciências dos Alimentos, Tecnologia de Alimentos e Engenharia de Alimentos. Os conteúdos Básicos e Profissionais somam 56% da carga horária total do curso (aí incluído o Estágio Curricular Supervisionado, com 180 horas-aula, 12 créditos). Os conteúdos Complementares somam 44% da carga horária total do curso.

Formação do Engenheiro de Alimentos

O Engenheiro de Alimentos é um profissional especializado que combina conhecimentos de ciência, tecnologia e engenharia, na fabricação, preservação, armazenamento, transporte e consumo dos produtos alimentícios e bebidas, procurando aproveitar ao máximo as reservas da agricultura, pecuária e pesca, visando atingir um melhor padrão alimentar para a população em geral, bem como cuidar do processamento das matérias primas básicas como leite, frutas, verduras, legumes, cereais e carnes, por diversos meios de processamento e acondicionamento, em variados tipos de embalagem. Desenvolve, ainda, o acompanhamento em todo o processamento dos alimentos e das bebidas com o controle de qualidade nos aspectos químicos, físicos, sensoriais, microbiológicos, além dos aspectos econômicos e industriais e da aplicação das boas práticas de manipulação voltadas à produção de alimentos seguros do ponto de vista da saúde do consumidor.

Acesse aqui o folder do Curso.

Campos de Atuação

Devido aos seus conhecimentos dos processos tecnológicos e dos equipamentos envolvidos na industrialização de alimentos, o Engenheiro de Alimentos é o profissional indicado para ser responsável pela área de produção. Sua formação lhe permite um melhor aproveitamento dos recursos humanos disponíveis e também atuar no sentido de utilizar o melhor processo para a transformação da matéria-prima em produto industrializado.

No que tange o controle de qualidade, o Engenheiro de Alimentos atua desde a recepção da matéria-prima até o produto acabado. Estas atividades são fundamentadas nas formações específicas que estes profissionais possuem em microbiologia, bioquímica, química, tecnologia, engenharia de alimentos e estatística. Para tanto, o preparo profissional sedimentado tanto na parte teórica, quanto na prática, permite desenvolver, planejar e montar laboratórios de controle de qualidade, e ainda organizar e treinar equipes para essa atividade, sendo essencial na definição dos processos, equipamentos e instalações industriais e no estudo da viabilidade econômico-financeira do projeto.

O Engenheiro de Alimentos também atua na solução de problemas administrativos e/ou técnicos na indústria alimentícia, pois a manutenção das atividades da indústria dentro de um orçamento preestabelecido é uma de suas funções. Devido aos conhecimentos básicos em tudo que diz respeito a alimentos, aditivos e equipamentos, esse profissional tem sido bastante requisitado para o setor de marketing e vendas, tanto no âmbito nacional como no comércio exterior.

A partir de estudos da necessidade de determinado produto no mercado, o Engenheiro de Alimentos pesquisa e desenvolve novos produtos alimentícios. Ele utiliza seus conhecimentos em matérias-primas, processos e equipamentos, fornecendo os subsídios necessários para o lançamento de um novo produto, propondo argumentos de venda e bases para cálculo de custos. Uma das técnicas que utiliza é a da análise sensorial dos alimentos onde se estuda a aceitabilidade de determinado produto.

Destaca-se, ainda, a participação do Engenheiro de Alimentos nos projetos de adaptação e nacionalização de componentes no setor de equipamentos. Essa atuação tem permitido um melhor desenvolvimento dos equipamentos utilizados nas indústrias de alimentos.

Quanto à fiscalização de alimentos e bebidas, o Engenheiro de Alimentos é o profissional indicado para assegurar o estabelecimento de padrões de qualidade e identidade, bem como para fiscalizar a aplicação destes padrões, contribuindo para o cumprimento, pelas empresas, das exigências impostas pela legislação, garantindo-se, assim, a segurança e a qualidade dos produtos alimentícios in natura ou industrializados.

Há que se ressaltar, também, a importância do Engenheiro de Alimentos nas esferas de manutenção, armazenagem, consultoria e empresarial. Afinal, uma das áreas técnicas de que a indústria de alimentos, principalmente a pequena e média, mais se ressente, é a falta de programas de manutenção preventiva. De uma boa manutenção dos equipamentos depende a qualidade do produto e a programação industrial. O Engenheiro de Alimentos atua na área de armazenagem desenvolvendo sua programação e utilizando as técnicas mais adequadas para evitar perdas e manter a qualidade da matéria-prima até sua industrialização ou consumo "in natura". Atua, igualmente, dando assistência técnica a indústria de alimentos a fim de solucionar os problemas identificados. Por fim, tem o Engenheiro de Alimentos ampla capacidade para se tornar empresário, montando seu próprio negócio, com os conhecimentos adquiridos ao longo do curso.

Mercado de Trabalho

O Mercado de trabalho abrange: 

  • Indústrias alimentícias, de equipamentos, bebidas, aditivos e ingredientes;
  • Universidades, centros universitários, faculdades ou entidades de ensino tecnológico de alimentos;
  • Institutos, centros ou núcleos de pesquisa;
  • Empresas de consultoria; e
  • Órgãos de fiscalização.